Tecnologia a favor da saúde: Conemo, aplicativo desenvolvido pela USP, ajuda no combate à depressão

O aplicativo Conemo, nome determinado pela junção das palavras Controle Emocional, utilizado por pesquisadores da USP como uma ferramenta disponível a todos na luta contra a depressão, já apresenta resultados muito positivos nos testes realizados em pacientes de 20 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Zona Leste de São Paulo.

A experiência tecnológica inovadora no tratamento da depressão, considerada a segunda maior causa de incapacitação e afastamento do trabalho no mundo, processa informações sobre o estado emocional dos pacientes e o programa de ativação de comportamento intervém com estímulos propondo a execução de ações prazerosas e saudáveis, a fim de aliviar os sintomas da depressão.

O aplicativo foi desenvolvido por pesquisadores da FMUSP, em parceria com outros cientistas da London Schooll of Hygiene & Tropical Medicine, da Universidad Peruana Cayetano Heredia e da Northwestern University, integrantes do hub Latin-MH. Além do Brasil, fazem parte do Latin-MH o Peru, os Estados Unidos, o Equador e a Guatemala. O Latin-MH é um hub de pesquisa e treinamento de profissionais em saúde mental, com o objetivo de reduzir a lacuna de tratamentos em transtornos mentais, especialmente na atenção primária, na América Latina e no Caribe.

Segundo o médico Paulo Rossi de Menezes, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (FM) da USP e pesquisador do hub Latin America Treatment and Innovation Network Mental Health (Latin-MH), instituição que desenvolveu o aplicativo, os resultados dessa pesquisa devem ser bastantes satisfatórios e devem trazer benefícios e melhorias à saúde mental e física dos pacientes. Menezes contou que um projeto piloto semelhante a esse já foi implementado na cidade de Lima, no Peru, e obteve resultados positivos.

“Essa linha de pesquisa visa a desenvolver e testar novas tecnologias que permitam ampliar o acesso de pessoas aos tratamentos efetivos, uma vez que há uma escassez de profissionais especializados nos países de baixa renda.”, explica Menezes.

No Brasil, Menezes disse que, se for comprovada a eficácia da intervenção do aplicativo Conemo no tratamento de depressão, a ferramenta poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A funcionária doméstica Patrícia de Souza Rodrigues, uma participante da pesquisa, ressaltou a melhora conquistada por ela com a utilização do aplicativo Conemo. “Eu não tinha vontade de sair ou falar com as pessoas. É uma tristeza que não tem explicação. Quando procurei ajuda médica e comecei a participar do projeto, consegui sair da depressão, pois o aplicativo me orientava, me mostrando o que eu precisava fazer. Quando o período de utilização do aplicativo finalizou, eu já tinha melhorado uns 60%”, comemora ela.

Mais informações sobre o aplicativo e seus resultados podem ser obtidas no site do Latin-MH www.latinmh.com.br e na Faculdade de Medicina da USP, através do telefone (11) 3061-7083.

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