Saúde: como se prevenir das pedras nos rins

Muitas pessoas no Brasil sofrem com as temidas pedras nos rins que costumeiramente aparecem como uma dor lombar, cólicas, infecção urinárias, entre alguns outros sintomas característicos.

Elas são formações minerais sólidas que, ocupam a via de drenagem da urina, e também podem ser chamados de cálculos urinários ou litíase urinária. Esta condição é formada quando a urina possui cálcio, oxalato e ácido úrico em excesso, que acabam contribuindo para a formação das pedras.

Como citado acima, a presença de pedras no rins podem desencadear alguns sintomas, todavia, segundo o médico urologista, Dr. Marcos Tobias Machado, algumas situações podem não causar nenhum sintoma e é preciso ter cuidado e estar em alerta.

Além disso, há alguns fatores que contribuem para o surgimento do cálculo renal. “Homens entre 25 e 50 anos, pacientes que já tiveram pedras nos rins e pessoas que vivem em regiões quentes são mais suscetíveis a obter uma crise”, explica Dr. Marcos.

Abaixo, o especialista detalha os processos de formação para três tipos de pedras nos rins.

– Cálculos de cálcio: normalmente são formados por um aumento na eliminação do cálcio na urina (e não do cálcio ingerido na dieta). A causa é por seguir uma dieta rica em sal e pobre em água, podendo ter um traço hereditário associado.

– Cálculos de ácido úrico: formados através do metabolismo de proteínas em indivíduos com gota úrica (doença que acomete os rins e articulações devido ao aumento do ácido úrico no sangue).

– Cálculos de fosfato de amônio magnesiano: conhecido como coraliformes, devido ao formato de coral, se forma a partir do metabolismo de bactérias produtoras da enzima uréase, responsável por gastrite, esofagite, duodenite, úlcera e câncer no estômago.

Para a prevenção é importante citar que depende diretamente da causa e exames mais específicos podem ser realizados em situações de suspeita de cálculos de outras origens. Com o objetivo de ajudar, o especialista separou três principais dicas. Veja a seguir:

  1. Crie hábitos simples durante o dia-a-dia como o aumento do consumo de água;
  2. Reduza o sal na alimentação, isso evitará o principal tipo de cálculos entre os pacientes: o cálcio urinário;
  3. Fique atento (a) em obter a urina sempre clarinha.

Na maioria dos casos, com observação médica, os cálculos até 5mm podem ser eliminados espontaneamente. Caso seja necessária uma intervenção cirúrgica, a retirada das pedras é feita com procedimentos avançados, com destaque para a litotripsia extracorporea, cirurgias endoscópicas (por dentro da bexiga ureteres e rins sem incisão) e pela cirurgia percutânea (que utiliza apenas um orifício de entrada na pele).

“A cirurgia laparoscópica, por exemplo, é realizada com até cinco pequenas incisões. Esse método permite um acesso mais amplo ao rim e, atualmente, substituiu a cirurgia aberta na maioria de suas indicações”, finaliza.

 

Fonte: Dr. Marcos Tobias Machado

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.