SAÚDE: Bruxismo é perigoso?

Acordar com os músculos da mandíbula doloridos e sensação de dentes amolecidos podem ser sinal de bruxismo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o distúrbio atinge 30% das pessoas no mundo e de maneira geral seu diagnostico sempre é tardio, quando o dente já sofreu algum desgaste. “O bruxismo é uma desordem funcional na qual a pessoa range muito ou pressiona os dentes durante o sono. O incomodo permanece ao longo do dia ao escovar os dentes e ao mastigar alguns tipos de alimentos”, explica doutor Willian Ortega, especialista em Ortodontia.  

As causas podem variar entre estresse, tensão, ansiedade, problemas físicos de fechamento de boca e até por fatores genéticos.

“É impossível saber o que acontece com nosso corpo quando dormimos, por isso muitas pessoas nem sabem que sofrem deste mal e só acabam tomando conhecimento quando alguém comenta que elas rangem ou fazem algum barulho com os dentes enquanto dormem”, alerta o dentista.

Entre os potenciais sinais do bruxismo estão dores de cabeça e pescoço, zumbido no ouvido, estalos ao abrir e fechar a boca, dores na mandíbula e nos músculos da face. “Isso acontece pelo esforço dos músculos da mastigação que continuam sendo ativados mesmo durante o sono”, afirma.

Apesar das crises variarem de uma noite para outra é fundamental o acompanhamento de um especialista. “Há casos que o bruxismo não causa sintomas e as pessoas percebem com o tempo ou quando vão a uma consulta de rotina no dentista”, enfatiza Ortega.

O tratamento é focado em reduzir a dor e preservar os dentes. A placa dentária em acrílico é indicada na maioria dos casos. “O uso desse tipo de dispositivo para dormir é feito sob medida para encaixar entre os dentes protegendo-os do impacto. Apesar de não ser a cura, as placas auxiliam na melhora dos sintomas”, diz.

A procura de atividades de relaxamento, que auxiliam no combate do estresse cotidiano também pode contribuir para o controle do bruxismo. Apesar de não ser perigoso esse transtorno pode causar danos permanentes. Por isso é importante sempre consultar um especialista para que após a conclusão do diagnóstico a melhor forma de tratamento seja indicada.

Fonte: Willian Ortega – CRO PR 23.627

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.