Revista Expressão Edição 156: Adoção – muito além dos laços sanguíneos

“A convivência familiar e comunitária é um direito fundamental de crianças e adolescentes garantido pela Constituição Federal (artigo 227) e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em seu artigo 19, o ECA estabelece que toda criança e adolescente tem direito a ser criado e educado por sua família e, na falta desta, por família substituta.”

E é neste contexto que entra a adoção, um ato de amor e a criação de um laço que dura por toda a vida e que vai ao encontro de crianças e adolescentes que não puderam usufruir deste direito por intermédio de sua família biológica, mas que encontraram na adotiva algo muito especial e que vai além do laço sanguíneo.

Baseados nos direitos da criança e do adolescente, a adoção tem efeito somente quando proporciona benefícios verdadeiros ao desenvolvimento físico, educacional, moral e espiritual do adotado. Portanto, vários fatores são analisados durante o processo, o que faz ele ser considerado longo e burocrático, no entanto visa promover o que é melhor para cada situação, afinal o processo é irrevogável, ou seja, não há como desistir de uma criança depois que ela foi adotada.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos de idade, seja ela casada, solteira ou em união estável, pode adotar uma criança ou adolescente. Já o adotante deve ser pelo menos 16 anos mais velho que a criança ou o adolescente que pretende adotar. Estas são as regras iniciais para se dar inícios aos procedimentos que se desenvolvem ao longo de vários requisitos até se chegar à famosa entrevista, que é apenas uma parte do passo a passo.

Todo este processo leva tempo, mas depende do perfil de cada caso. As adoções que acontecem mais rapidamente são aquelas que não possuem restrições quanto à idade, o sexo e a cor da pele da criança e/ou do adolescente. Além disso, os processos cujos pretendentes à adoção aceitam grupos de irmãos também acontecem sem grande demora.

Um tempo que vale à pena
A espera faz parte do processo, os adotantes costumam dizer que ficam ansiosos com as chegadas dos seus filhos, mas que quando recebem a notícia de que finalmente serão agraciados com a chegada da criança ou adolescente tudo começa a fazer sentido e a visão de mundo muda. Então, inicia-se uma nova fase, a de adaptação dos pais adotivos com o adotado e vice-versa. Todavia, esse é um momento que foi aguardado por tanto tempo por ambas as partes que serão dias de aprendizagem e conhecimento mútuo imensamente positivos.

Muitos casais adotam por não conseguirem engravidar e quando recebem uma criança o sonho se torna real. O mesmo é válido para uma criança ou adolescente que fica na espera por um lar que o aceite, que lhe dê amor e seja o seu porto seguro.

Confira alguns depoimentos de casais que passaram pelo processo de adoção.
Desde que namoravam, o casal Flávia Regina Tarifa Zanfolin e Wagner Éder Zanfolin já pensavam em adotar um filho. Então, depois que se casaram deram entrada no processo de habilitação até entrar na fila de adoção que durou três anos. O casal relata que foi um momento de muita emoção quando receberam a notícia da chegada da Hannah Tarifa Zanfolin, que atualmente está com nove meses. “Ela deu luz a nossa vida e por isso somos gratos a Deus por tudo que aconteceu até a sua chegada. Ela é a nossa estrelinha e só trouxe alegria pra gente”, afirma o casal.

Desde já, os pais adotivos pensam como contar para a criança sobre como aconteceu todo o processo até ela chegar em seu novo lar. No momento, aproveitam o crescimento da filha que nasceu prematura e precisou passar por diversos tratamentos médicos, mas que atualmente está forte e saudável.

O casal deixa uma mensagem a todos que estão no processo de adoção de uma criança ou adolescente: “A espera parece que é infinita, mas quando ela acaba você vê o quanto vale à pena. Aguarde com paciência, tenha fé porque Deus faz tudo na hora certa”.

O casal Luciana Fernanda Pelissari Moro e Leandro Moro adotaram dois irmãos no ano de 2016, Carlos Eduardo Moro, que na época tinha 4 anos e João Miguel moro que tinha 6 meses. Luciana e Leandro tentaram por alguns anos engravidar, no entanto não conseguiram e optaram pela adoção. Então, deram entrada no processo e passaram por todas as etapas até chegar o período de espera que um dia felizmente teve o seu fim. Primeiro, quem chegou foi Carlos Eduardo, carinhosamente chamado de Cadu pelos pais, em maio de 2016 na véspera do dia das mães, e foi feito um processo de adaptação que aconteceu de maneira rápida e, devidos a alguns processos burocráticos, o irmão João chegou após 6 meses, em dezembro nas vésperas do Natal, o casal costuma dizer que receberam dois presentes em datas muitas representativas. Durante o processo, fizeram um ensaio fotográfico como os de gestante com brinquedos e roupinhas com temas femininos e masculinos, pois até então não sabiam qual seria o sexo da criança.

Luciana e Leandro aproveitam para também deixar uma mensagem para quem está no processo de adoção: “Tenha paciência e esperança, pois quando você receber a ligação que a sua hora chegou tudo acontece muito rápido e a sua vida muda completamente, mas toda espera vale muito à pena e eu faria tudo de novo, pois o amor é o mesmo e você aprende no dia a dia a ser pai e mãe. Então, acredite que logo o seu momento de alegria vai chegar assim como aconteceu com a gente.”

Rosângela Rozolem Pinto e Vagner Fernando Pinto adotaram a sua filha Juliana Rozolem Pinto há 18 anos após um momento de muita tristeza que acabou terminando na realização do sonho da paternidade. De casamento marcado, no ano de 1992, o casal recebeu uma notícia que abalaria o futuro de ambos, Rosângela teve um mioma e precisou fazer a retirada do útero, o que a impossibilitou de ter filhos biológicos. Com o passar do tempo e muito se pensar sobre a adoção, após 9 anos de casados receberam a notícia que tinha uma criança para ser adotada e, em questão de dias, estavam com Juliana nos braços. Atualmente, ela está com 18 anos, mas foi recebida por seus pais adotivos quando tinha apenas 5 dias.

Um fato interessante desta história é que depois de tantos anos decidindo se iria adotar ou não, Rosângela disse que em uma viagem sentiu que deveria montar um quarto de bebê e passados poucos dias deste ocorrido veio a notícia da chegada da Ju. O casal também deixa uma mensagem àqueles que estão na espera pela adoção: “Acredite e tenha fé porque vale muito à pena, é tudo de bom! Nós recebemos muito apoio dos familiares e amigos porque quando a notícia chega de que a criança está vindo você precisa mudar toda a sua vida em questão de dias, mas é uma das melhores sensações que existem”.

Referências: http://www.crianca.mppr.mp.br

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