Quem são as influências para as crianças da internet?

O uso de dispositivos eletrônicos por parte de crianças vem crescendo. Essa é a conclusão de um levantamento da revista Crescer feito com 2.044 pais e mães, com filhos de 2 a 8 anos. De acordo com a pesquisa, 38% das crianças pertencentes a essas famílias já têm um dispositivo eletrônico como celular, tablet, computador, videogame ou TV. O mesmo estudo identificou que caiu o número de famílias que permitem o uso de aparelhos eletrônicos durante as refeições ou antes de dormir.

Atualmente, 47% das crianças gastam mais de três horas com a atividade. Há cinco anos, o volume era de 35%. Para este estudo, também foi feito um comparativo com dados de outra análise similar de 2013, com 1.045 participantes com filhos na mesma faixa etária. Neste mesmo quesito, no passado, só 6% eram donas de um aparelho. Isso significa um aumento de seis vezes em cinco anos.

Outro destaque do levantamento é que 47% das crianças têm algum influenciador digital ou canal que acompanha com frequência. Em entrevista à edição de julho da Crescer, que destaca a pesquisa, a neuropediatra Liubiana Arantes de Araújo, presidente do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, alerta que é preciso avaliar se o conteúdo é violento, sexual ou incentiva o consumismo, o que é comum em vídeos feitos para e por crianças.

“É natural que as crianças copiem os gestos, o linguajar e até a forma de pensar dos youtubers, o que nem sempre condiz com a educação que a família preconiza”, afirma a médica.

Confira alguns dados da pesquisa:
38% das crianças possuem algum dispositivo (computador, smartphone, tablet, TV, videogame). Em 2013, apenas 6% tinham seu próprio aparelho.

O computador é o dispositivo mais compartilhado na casa pela criança com os outros moradores e/ou irmão (93%).

Na sequência aparecem TV (83%), Smartphone (80%), tablet.

47% das crianças têm algum influenciador digital e/ou canal que acompanha com frequência.

O levantamento da revista Crescer foi feito com 2.044 pais e mães, com filhos de 2 a 8 anos.

Comportamento dos pais
60% acham que os dispositivos preparam melhor o filho para o futuro.
59% acreditam que os gadgets são importantes para distrair os filhos enquanto fazem suas atividades.
51% ficam preocupados com o fato de o filho deixar de brincar para usar os gadgets.

Queda positiva
Em 2013, 84% dos pais deixavam o filho usar algum dispositivo na hora de ele comer. Em 2018, somente 37% permitem esse hábito.
A maior preocupação de 83% dos pais em relação aos dispositivos é sobre os conteúdos impróprios para a idade

Atividade preferida
O que as crianças mais gostam de fazer nos gadgets é assistir a vídeos, sendo essa atividade preferida para:
72% no smartphone              67% no tablet                 65% no computador

 

Fonte: Meio&Mensagem (www.meioemensagem.com.br)

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