A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia lançou uma grande operação de combate à dengue, mobilizando 750 agentes para visitar mais de 2,5 milhões de residências na cidade. O foco principal será a inspeção de 1.116 imóveis identificados como de risco à saúde pública, que passarão por vistorias obrigatórias ao longo do ano.
O prefeito Sandro Mabel enfatizou a importância da colaboração da população neste esforço. “Visitaremos 2,5 milhões de casas em Goiânia. Precisamos que os moradores façam sua parte, virando recipientes que acumulam água e tapando as caixas d’água”, destacou. Ele ressaltou que o êxito neste combate à dengue depende da participação ativa de todos.
Com a previsão de circulação do vírus três da dengue na cidade, a SMS tem intensificado suas ações. O superintendente de Vigilância em Saúde, Flávio Toledo, explicou que os agentes utilizarão bombas costais de Ultra Baixo Volume (UBV) para o bloqueio focal do mosquito Aedes aegypti, especialmente nas áreas com registro de casos de dengue.
Toledo afirmou que Goiânia está implementando uma operação abrangente. “Estamos utilizando todos os nossos recursos no combate ao vetor da dengue. Desde armadilhas até a atuação de nossos agentes nas unidades de saúde, estamos comprometidos em ampliar nossa cobertura”, afirmou o superintendente.
A responsabilidade no combate à dengue é compartilhada, com 50% atribuídos ao poder público e os outros 50% à população. “Os agentes estão nas residências para orientar e inspecionar, e não para punir. A aceitação das suas visitas é crucial”, destacou Toledo.
Medidas de Prevenção
Entre as recomendações da SMS para evitar focos de dengue estão a limpeza de calhas e ralos, além de manter as caixas d’água protegidas. O descarte correto de pneus, garrafas e entulhos, e a adição de areia em pratos de plantas são essenciais para prevenir a formação de criadouros. A população também deve ter cuidado com brinquedos e objetos expostos à chuva que possam acumular água.
A ação reforça o compromisso de Goiânia em enfrentar a dengue com coordenadas práticas e apoio da comunidade. Com a união de esforços entre agentes e cidadãos, pretende-se controlar a propagação da doença e proteger a saúde da população.
