No Dia Nacional do Combate ao Glaucoma (26/05), entenda a importância de consultar um oftalmologista regularmente

O glaucoma, considerado a segunda maior causa de cegueira irreversível no mundo, atinge cerca de 3% da população acima dos 40 anos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 80 milhões de pessoas no mundo convivem com a doença atualmente.

Segundo a Dra. Renata Rabelo, oftalmologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP, existem vários tipos de glaucoma e o ideal é trabalhar com a prevenção já que a doença evolui de forma silenciosa.

“O mais comum é o glaucoma de ângulo aberto que pode se apresentar com ou sem aumento da pressão ocular e sem sintomas na maioria dos casos, porém quando presente, há queixa de dor. Os outros tipos se desenvolvem pela predisposição genética ou relacionados a doenças como hipertensão arterial e diabetes”, conta.

Os danos mais sérios da doença aparecem com o decorrer do tempo, sendo que na fase mais avançada pode levar à perda progressiva do campo visual da periferia para o centro. Por isso, a especialista reforça a importância da prevenção, principalmente para o grupo de risco. “A partir desta idade é ideal procurar um oftalmologista anualmente para exames de rotina e assim possibilitar o diagnóstico precoce”, frisa.

Para identificar o glaucoma são indicados os exames específicos que constatam se a pressão dentro do olho está alta e se há predisposição para a doença.

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), um estudo recente publicado no periódico The Lancet custeado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde da Inglaterra demonstrou que um tipo específico de intervenção com laser, a trabeculoplastia seletiva, parece trazer mais vantagens do que os colírios no controle da pressão.

O estudo comparou 718 portadores de glaucoma de ângulo aberto ou de hipertensão ocular divididos em dois grupos: 356 passaram pela trabeculoplastia seletiva, enquanto 362 receberam os colírios no olho. Após 36 meses, 74% dos indivíduos da primeira turma não precisavam mais aplicar nenhum medicamento diariamente. O laser também demonstrou ser uma opção mais acessível, já que exige menos investimentos na compra de medicamentos e deslocamentos para exames e consultas.

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