No centenário da BCG, médico alerta sobre a prevenção da tuberculose

Neste 1º de julho de 2021, Dia da Vacina BCG, comemora-se o centenário do imunizante, criado em 1921 pelos

cientistas franceses Léon Calmette e Alphonse Guérin.

O médico pneumologista Álvaro Gradim, presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), explica que a BCG (sigla para “Bacilo de Calmette e Guérin”), protege contra a tuberculose. Trata-se de doença contagiosa, provocada por bacilo, que atinge principalmente os pulmões e que, se não tratada, pode provocar sérios problemas respiratórios, expectoração com sangue, emagrecimento, fraqueza e até a morte.

O médico lembra que, desde 1976, o Ministério da Saúde brasileiro tornou obrigatória a administração da BCG na infância. Recomenda-se que a vacina seja aplicada em crianças de até quatro anos, de preferência no bebê recém-nascido. Em jovens e adultos, o imunizante somente deve ser aplicado por recomendação médica, em situações específicas: se surgir algum caso na família ou em pessoa com a qual se convive, é preciso ir a um posto de saúde para realizar exames diários e complementares. Tratada desde o início, a tuberculose é curada com eficácia.

A tuberculose é transmitida entre pessoas, pelo ar, tosse, espirro ou fala. Os principais sintomas são febre ao final do dia, tosse, fraqueza, cansaço e perda de peso. Álvaro Gradim observa ser importante reforçar a necessidade de combater a enfermidade. Conforme estimativas da OMS, dois bilhões de pessoas, ou seja, um terço da população mundial, estão infectadas pelo Mycobacterium tuberculosis. Nove milhões desenvolverão a doença e dois milhões morrerão a cada ano.

“Precisamos enfrentar o problema e conscientizar a sociedade sobre a necessidade de prevenção, inclusive neste momento em que lutamos contra a pandemia de Covid-19, para a qual a tuberculose é uma das mais graves comorbidades”, pondera o especialista, observando que no Brasil as estatísticas também são preocupantes. “Nosso país é o 18º com o maior número de casos de tuberculose em todo o mundo”.

Gradim salienta que outro problema no Brasil apontado pela OMS é que cerca de 20% dos doentes não são diagnosticados. Por isso, muitos casos somente são descobertos após a internação ou até mesmo óbito. “Por isso, em situação de qualquer suspeita, como tosse incessante por mais de duas semanas, é importante procurar um médico”. Vida saudável, bom sono, alimentação correta e higiene são as melhores formas de prevenção em jovens e adultos.

O presidente da AFPESP ressalta a importância de uma mobilização permanente contra a doença, envolvendo o poder público, a sociedade e as famílias. “É preciso divulgar sempre a questão, para que possamos reduzir a incidência da tuberculose no Brasil”. Diagnostica e tratada precocemente, de modo correto, a doença apresenta altos índices de cura.

 

Fonte: AFPESP

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