A cidade de Goiânia recebeu, na última sexta-feira (30 de janeiro), o Mutirão TransViver, uma ação que visa atender de forma integrada a população trans e travesti. Realizado pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), o evento proporcionou aproximadamente 400 atendimentos nas áreas de saúde, documentação civil, justiça e oportunidades de trabalho.
Esta iniciativa destaca a colaboração entre diversas esferas do governo e instituições parceiras, permitindo que atendimentos que geralmente exigiriam deslocamentos ou agendamentos sejam realizados em um único local, aumentando sua eficácia e acessibilidade.
Os resultados foram significativos: foram emitidas 21 certidões de nascimento com modificações de prenome e gênero, assegurando o reconhecimento civil das identidades de pessoas trans. No âmbito jurídico, a Defensoria Pública do Estado de Goiás prestou 57 atendimentos, enquanto o Sistema Nacional de Emprego (Sine) acompanhou 52 pessoas rumo à inclusão no mercado de trabalho.
Na esfera da saúde, o evento recebeu 77 atendimentos, que incluíram vacinação e encaminhamentos, com a aplicação de 126 doses de vacina. O Hemocentro de Goiás também integrou a ação, realizando 33 atendimentos. Dessas, 10 pessoas foram identificadas como compatíveis para doação de medula óssea, ampliando assim o impacto negativo do evento.
A secretária da Semasdh, Erizania de Freitas, enfatizou a importância do mutirão como um avanço significativo na garantia de direitos. “O TransViver reflete o compromisso da gestão municipal com a dignidade e o acesso a políticas públicas pertinentes à população trans. Estes resultados comprovam que, ao atuar de maneira conjunta, conseguimos superar barreiras históricas e promover cidadania efetiva”, analisou.
Adicionalmente, o evento incluiu medidas de acessibilidade, ao encaminhar 10 pessoas surdas para vagas de emprego e iniciar o processo de retificação de nome para três indivíduos, com acompanhamento institucional assegurado.
O gerente de Políticas LGBTQIA+, Manuel Victor Hipolito, também destacou a relevância de ações interligadas: “Discutir direitos humanos significa reconhecer a intersecção das desigualdades. O TransViver exemplifica um modelo de iniciativas que integraram identidade de gênero, raça, deficiência e inclusão social”, concluiu.
Esta ação reforça o compromisso da cidade em promover um quadro mais inclusivo e justo, contribuindo para a formulacão de políticas públicas mais eficazes e sensíveis às necessidades da população trans e travesti de Goiânia.
