O Museu Goiano Zoroastro Artiaga80º aniversário em um momento significativo, com a conclusão quase total de uma reforma que visa restaurar seu valor arquitetônico e histórico. O espaço, gerido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) do Governo de Goiás, está passando por uma revitalização abrangente, que melhora a segurança estrutural, a acessibilidade e as condições de preservação de seu acervo. A entrega oficial da obra está agendada para o próximo mês.
A remodelação do museu, com um investimento de R$ 6,6 milhões, teve início em novembro de 2024 e abrange a reestruturação completa do edifício, um ícone do Estilo Art Déco em Goiás. As intervenções incluem a restauração de coberturas, paredes, pisos originais e elementos decorativos, além da modernização dos sistemas elétricos e luminotécnicos, reforço estrutural e melhorias na drenagem e na museografia. Também são realizadas adaptações para garantir a acessibilidade e o atendimento a normas de segurança contra incêndios.
Segundo a secretária Yara Nunes, a reforma reflete o compromisso do Governo de Goiás com a conservação do patrimônio cultural. “Estamos revitalizando um espaço cultural crucial, que possui um enorme valor histórico e simbólico. A recuperação do Museu Zoroastro Artiaga assegura condições adequadas para que continue a desempenhar sua importante função educativa e cultural,” afirma Nunes.
Inaugurado em 1946, o museu recebeu seu acervo inicial através de doações do professor Zoroastro Artiaga, seu primeiro diretor e um proeminente defensor da cultura goiana. Atualmente, a coleção abrange uma vasta gama de itens, incluindo peças arqueológicas, mineralógicas, de etnologia indígena, além de arte sacra e popular, além de documentos históricos e exemplares da fauna e flora do Cerrado.
Como parte do projeto de preservação, o Governo de Goiás implementou tecnologias inovadoras para o cuidado do acervo, utilizando o método de desinfecção por anóxia, que substitui oxigênio por nitrogênio, eliminando pragas de maneira segura e sem danos aos materiais. “A preservação do acervo é tão vital quanto a restauração do edifício. Estamos aplicando técnicas reconhecidas internacionalmente que garantem a segurança e a integridade das peças, assegurando que esse patrimônio seja protegido para as futuras gerações,” afirma Yara Nunes.
O edifício que abriga o museu foi projetado entre 1942 e 1943 pelo engenheiro polonês Kazimiers Bartoszevsky, inicialmente destinado ao Departamento de Imprensa e Propaganda. Transformado em museu em 1946, o local é reconhecido como Patrimônio Arquitetônico e Histórico Estadual desde 1998 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2004.
Fotos: Kamilla Brandão
