Com produção gratuita e foco em questões ambientais, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental traz debate de alto nível até 19 de novembro em São Paulo.
Teve início nesta sexta-feira (14 de novembro) a edição especial do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), que acontece até o dia 19 em São Paulo, no Auditório Simón Bolívar, localizado no Memorial da América Latina. Considerado um dos maiores festivais do mundo focados em questões ambientais, o evento destaca uma programação diversificada e acessível ao público, englobando exibições de filmes e atividades formativas que promovem a reflexão sobre arte, ciência e sustentabilidade.
A realização do festival é uma parceria entre o Governo de Goiás, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), e o Memorial da América Latina, com o apoio da SPCine, agência de cinema e audiovisual de São Paulo. A cerimônia de abertura incluiu a exibição do longa “Terra Encantada”, dirigido por Robney Almeida.
Gustavo Ranieri, representando a diretoria de Atividades Culturais do Memorial, enfatizou a importância do festival ao unir cultura e consciência ambiental. “O Fica possui uma trajetória inigualável, que fortalece a estética cinematográfica e a urgência das questões ambientais, ampliando a nossa percepção sobre a natureza e a vida humana na América Latina”, afirmou. Ele ressaltou que o cinema é uma ferramenta poderosa para refletir sobre a pluralidade cultural e as contradições sociais contemporâneas.
A superintendente de Fomento e Gestão Cultural da Secult Goiás, Raissa Coutinho, destacou a penetração nacional do Fica e suas contínuas ações ao longo do ano. “O festival não se limita a sua tradicional edição em junho na cidade de Goiás. Estivemos em localidades como Paraty e Ilhabela, e agora no Memorial. Estamos preparando mais iniciativas para 2026. Em nossa última edição, recebemos mais de mil filmes de 77 países, posicionando o Fica como um espaço essencial para discussões sobre o planeta e as interações entre arte e meio ambiente”, disse.
Juliana Muniz, secretária de Cultura de Goiás em exercício, também participou da cerimônia e reafirmou o compromisso do governo com políticas culturais que promovem o desenvolvimento social. “Estamos orgulhosos de trazer o Fica para este espaço significativo. Goiás investe em educação, cultura e segurança. O festival representa o diálogo entre o cinema do Cerrado e o mundo, realçando a relevância da cultura como um pilar para identidade e futuro”, destacou.
Cinema e sustentabilidade: um evento imperdível
A programação do festival, que prossegue até o dia 19, conta com a exibição de 19 filmes premiados, incluindo longas e curtas-metragens, além de sessões específicas para escolas públicas. Serão realizados painéis promovidos pela SPCine e ILHAcine, mesas de conversa e debates que abordarão temas como protagonismo feminino, futuro ambiental e ecologia espiritual.
O encerramento, previsto para a próxima quarta-feira (19 de novembro), incluirá uma mostra dedicada a produções indígenas, com um enfoque na espiritualidade e sustentabilidade. Também serão exibidos filmes como “Jamming – O Ano em que Junior Marvin Morou em Goiânia”.
Um festival de referência mundial
Realizado anualmente na histórica Vila Boa, o Fica se consolidou como um elo valioso entre arte e consciência socioambiental, promovendo um diálogo significativo sobre sustentabilidade. O evento conta com a co-realização da Universidade Federal de Goiás (UFG) e recebe apoio de diversas instituições, como a Secretaria de Estado da Retomada, Goiás Turismo e Goiás Social.
Com esta edição especial em São Paulo, o Fica expande sua influência no cenário nacional, reafirmando seu papel de destaque em ações formativas e socioambientais. O festival se prepara para a sua 27ª edição, mantendo seu compromisso com a promoção de reflexões e conscientização ambiental através do cinema.
