Esclerose Múltipla: fique atento aos sinais

A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a doença tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes, que geralmente são jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.

Segundo o Dr. André Palmeira, Neurologista do Hospital Ernesto Dornelles, os sintomas são diversificados, tais quais alterações visuais (perda da visão, visão dupla), dificuldade para caminhar, perda de força, perda do equilíbrio, alterações da sensibilidade, transtornos cognitivos e emocionais, alterações fonoaudiológicas e fadiga.

Justamente por acometer pessoas em plena capacidade produtiva e pela sua capacidade de produzir incapacidade é que seu impacto é tão importante, tanto para os sistemas de saúde, para a economia, para as famílias e para a qualidade de vida dos acometidos.

O aperfeiçoamento das técnicas diagnósticas, em especial da imagem por ressonância magnética, tem sido um grande aliado no diagnóstico – no entanto, várias doenças podem imitar o comportamento da esclerose múltipla, desde doenças genéticas mais raras, doenças vasculares até outras doenças autoimunes. Em alguns casos a coleta do líquido cerebrorraquidiano por meio da punção lombar pode também auxiliar no diagnóstico da esclerose múltipla, assim como também ajuda da diferenciação com outras doenças.

O Neurologista salienta que, apesar de não haver uma cura estabelecida para a doença, atualmente o tratamento é capaz de modular o seu curso, de modo a tentar evitar sequelas permanentes. Na presença dos sintomas é essencial procurar o neurologista para que a investigação seja realizada, e se confirmando o diagnóstico, o tratamento seja instituído o mais rápido possível.

É importante lembrar que a Esclerose Múltipla:

  •  NÃO é uma doença mental.
  • NÃO é contagiosa.
  • NÃO é suscetível de prevenção.
  • NÃO tem cura e seu tratamento consiste em atenuar os afeitos e desacelerar a progressão da doença.

Fique atento aos sintomas e em caso de dúvida procure um médico.

Dr. André Luiz Rodrigues Palmeira
Neurologista do Hospital Ernesto Dornelles
Especialista pela UFCSPA em distúrbios do movimento e demência
Cursando mestrado na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre em Ciências da reabilitação

Fonte: https://bit.ly/2BuBXFm

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