Entre 40% e 73% das gestantes têm gengivite

Sangramento gengival, gengivite e periodontite são as doenças bucais que mais atingem a mulher no período da gestação e todas elas ocorrem, principalmente, devido à alteração hormonal, que predispõe a mulher a desenvolver as doenças bucais. Nessa fase, o acompanhamento com o dentista é fundamental para assegurar a saúde da gestante e do bebê.

A Dra. Adriana Jettar Ciomei, dentista especializada em Endodontia e uma das diretoras da Elleven Odontologia – Centro de Prevenção Avançada em Saúde, Estética e Bem-Estar, detalha abaixo sobre cada doença e como prevenir.

Gengivite: é a inflamação da gengiva que ocorre entre 40% e 73% das gestantes por causa do acúmulo da placa bacteriana. Na gravidez, ela é potencializada pela depressão do sistema imunológico, aumento da vascularização, carência da vitamina C e da niacina, que tem propriedades cicatrizantes.

“Nesta fase, a mulher muda muito os hábitos alimentares, geralmente ingere mais açúcares e a deficiência na higienização acaba levando a uma maior incidência da doença. É importante ressaltar que grávidas com boa higiene e hábitos alimentares saudáveis não adoecem na gravidez”, explica Dra. Adriana.

Periodontite: é a evolução da gengivite, que ocasiona a perda dos tecidos de suporte dos dentes (ligamento periodontal, osso e gengiva).

Uma das formas de prevenir essas doenças é fazer o check-up digital preventivo, equipamento que possui uma câmera intraoral capaz de aumentar em até 60 vezes a visão para detectar a lesão na cavidade bucal, possibilitando que o dentista identifique e cuide da doença logo no início, na maioria das vezes antes de se apresentar qualquer sintoma.

Mitos – Há muitos mitos em torno da saúde bucal durante a gestação. Uma delas é que os dentes ficam mais fracos. “Isso não existe”, afirma a dentista, que complementa “Durante a gestação, o cálcio que é necessário para a formação do bebê provém da alimentação da gestante e quando esta é inadequada, o cálcio será fornecido pelas estruturas existentes nos ossos, os dentes não participam desta captação e nem são afetados. Outro mito é que se tem um aumento de cáries durante a gestação, o que não é verdade. ”

A gestante pode e deve passar pelo dentista durante a gestação, não há contraindicações. Porém, o atendimento mais invasivo deve ser avaliado através de exames e a necessidade de ser realizado. Por isso é importante consultar o cirurgião-dentista.

Dicas para Gestantes:

– A mulher deve fazer o exame pré-natal da cavidade bucal com o seu dentista, assim como faz com o obstetra, que acompanha a gestação todo mês.

– A boa higiene como escovação e o uso do fio dental e hábitos alimentares saudáveis podem evitar e muito o aparecimento de doenças na cavidade oral.

– Estudos apontam que acompanhamento periódico com o dentista evita as doenças em um estágio mais avançado (periodontite), que pode levar a um parto prematuro e o baixo peso do bebê.

– Procurar um dentista se observar qualquer alteração nos tecidos gengivais, como sangramento, dor, edema, sensibilidade, pois esses sintomas podem ser facilmente diagnosticados e tratados antes do agravamento do quadro.

As mulheres que estão amamentando também precisam de cuidados especiais, já que o bebê se alimenta apenas do leite materno. “O uso de anestésico local é bastante seguro, pois é aplicada uma quantidade mínima. O ideal é que as consultas ocorram logo após dar o peito, para que na próxima amamentação o anestésico esteja menos concentrado no organismo da mãe, da mesma forma é válido para os medicamentos que por ventura tiverem que ser ingeridos. O intervalo maior não prejudicará a qualidade do leite materno”, explica a diretora da Elleven.

Fonte: Centro de Odontologia Preventiva Avançada Elleven / Gengibre Comunicação

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