Dicas para se relacionar melhor com o dinheiro

Você é daqueles que já começa o mês no vermelho ou mesmo que tem medo de abrir o App do banco e ver a real situação? Para mudar esse cenário, especialista lista dicas para melhorar a relação com as finanças

São Paulo, outubro de 2020 – A principal meta dos brasileiros para o ano de 2020 era guardar dinheiro, mas com a chegada da pandemia e diversos outros fatores essa realidade foi diferente. Para se ter uma ideia, 67,1% das famílias brasileiras estão endividadas, seja com o banco, cartão de crédito ou com o crediário de alguma loja, segundo uma da pesquisa da CNC. Ainda de acordo com o levantamento, são 1,5 milhão de endividados a mais que no auge da crise de 2014, em que 9,3 milhões de brasileiros ficaram endividados.

De acordo com Ariane Marta, diretora da Brascont Contabilidade o primeiro passo para sair do vermelho e organizar a vida financeiro é colocar tudo na ponto do lápis. “É preciso enfrentar de frente a situação, muitas pessoas sabem que estão com dívidas, mas postergam na hora de fazer uma análise da situação. Depois de realizar todo o orçamento pessoal – da família ou mesmo da empresa que está passando por problemas financeiros – é possível agir, partir para negociação, parcelar, ver o que cabe dentro do bolso para poder pagar. Também é necessário tomar cuidado para não criar mais dívidas nesse período”, aconselha Ariane Marta.

 

Abaixo, a especialista lista pequenas ações do dia a dia que ajudam a ter uma vida financeira saudável. Confira:

1 – Autoconhecimento financeiro: anote todas suas dívidas, parcelas no cartão de crédito, e todos os seus gastos – tanto fixos como variáveis. “O maior erro dos brasileiros é a falta de controle da situação financeira. Por isso, o primeiro passo é anotar tudo o que gasta, depois disso fazer uma análise de todas as dívidas e buscar uma renegociação ou um parcelamento, de acordo com a atual situação. Muitas pessoas ainda não sabem quanto têm de gastos fixos ou mesmo o quanto aquele cafezinho de todos os dias soma ao final do mês. Além disso, para quem tem dívidas, agora é uma boa hora para negociá-las, já que a taxa Selic caiu bastante”, alerta.

2 – Tenha uma reserva de emergência: “Para quem deseja começar a guardar dinheiro o primeiro ponto a se pensar é a reserva de emergência, tanto para empresas quanto pessoa física. É preciso ter uma quantia que supra de seis meses a um ano de despesas da empresa ou família. Uma estratégia é estipular uma meta para guardar mensalmente, para muitas pessoas funciona guardar antes de gastar. Por isso, anote todos seus gastos e veja quanto é possível guardar por mês, a partir disso, defina planos de curto, médio e longo prazo. Por exemplo: será guardado 5% para uma poupança de emergência, 10% para a reforma de um cômodo ou até alguma quantia para a compra de uma casa ou um projeto que requer mais planejamento financeiro”, sugere a contadora.

3 – Acompanhe mensalmente seu progresso: quando os resultados positivos aparecem poupar dinheiro se torna ainda mais fácil. “Analise suas anotações e veja o quanto falta para alcançar sua meta, quando percebemos que estamos conseguindo manter uma rotina e organização isso estimula e mostra na ponta do lápis os resultados positivos. Defina um dia do mês para verificar seu progresso. Fazer essa análise de quanto falta para chegar no objetivo também ajuda a ter consciência sobre as finanças e ainda estimula a manter as contas em ordem. Com organização e pequenas estratégias é possível manter as finanças em dia e ainda realizar sonhos que dependem do orçamento”, finaliza Ariane Marta.

Fonte:  Brascont Contabilidade – www.brasct.com.br

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