Em uma cerimônia realizada na última sexta-feira, 22 de agosto, em Rialma, o vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, anunciou a duplicação da BR-153. O evento, que contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, foi descrito por Vilela como uma “reparação histórica” para o estado, enfatizando a importância da modernização desta importante rodovia para a segurança dos motoristas e para o escoamento da produção local.
“Estamos iniciando uma nova fase que não irá parar. A duplicação da BR-153 em Goiás garantirá mais segurança para quem trafega e facilitará o transporte do que produzimos. Esta obra corrige uma injustiça que perdurou por muitos anos”, declarou Vilela.
Detalhes da Duplicação
O projeto abrangerá 53 quilômetros da rodovia em Goiás, atravessando regiões que são centros de indústrias, agropecuária e cultivo de grãos. A responsabilidade pela execução do serviço ficará a cargo da concessionária Ecovias Araguaia.
O ministro dos Transportes ressaltou os desafios da rodovia simples, que gera conflitos entre veículos de carga e menores. “A obra não apenas viabiliza o desenvolvimento, mas também é crucial para a segurança nas estradas”, comentou. Durante a cerimônia, o prefeito de Rialma, Lucas Machado, considerou o dia uma data histórica para a região do Vale do São Patrício, mencionando as perdas humanas decorrentes de acidentes nessa rodovia.
Expansão e Conexão com o Mato Grosso
Após a assinatura da ordem de serviço, Vilela vistoriou as obras na BR-080, sobrevoando os trechos entre Amaralina e Bonópolis. Ele também inspecionou a construção de uma ponte sobre o Rio Araguaia em Luiz Alves, uma estrutura estaiada de 1.031 metros que recebeu investimentos de R$ 203 milhões. Esta ponte irá conectar Goiás ao Mato Grosso, reforçando um novo corredor estratégico para o transporte de cargas e turismo regional.
“A ponte é crucial para melhorar a integração com o Mato Grosso e facilitar o escoamento em ambas as direções. Vai impulsionar o desenvolvimento do Vale do Araguaia, que já é um destaque na produção de proteína animal, e tem um grande potencial agrícola devido à irrigação. Acreditamos que esta será uma das regiões que mais contribuirá para a produção alimentar global”, enfatizou Vilela, sublinhando também o papel internacional das obras na promoção da competitividade das regiões e do país no contexto da segurança alimentar.