Conquistador de títulos

Aos 40 anos, Milton da Costa Júnior é um esportista que sabe competir com determinação e foco. Faz todo o possível para trazer para Araras e ao clube que representa, o Sayão F.C., títulos e medalhas de judô e jiu-jitsu. O atleta começou a treinar a partir do momento em que percebeu que queria ficar mais ao lado dos filhos, dois competidores, sendo que um deles, dá aulas das modalidades para crianças na Emef Antônia Marques Dahmen . “O esporte contribuiu para o lado físico, minha saúde melhorou, fiz amizades e por serem esportes orientais nos transmitem sua filosofia de respeito ao oponente: hoje você vence e amanhã poderá ser vencido por ele”.
Milton relembra que as duas práticas desportivas estão de certa maneira ligadas. O judô, criado pelo japonês Jigoro Kano, em 1882, que, inclusive era praticante de jiu-jitsu. “Nele utilizamos técnicas de proteção, imobilização, domínio de solo, técnicas de contato e outros. Em nosso país o judô foi introduzido pelo mestre Takaharu Saigo no fim da década de 1910. O jiu-jitsu é bem mais velho, surgiu no Japão há mais de 3600 anos e era uma das estratégias dos samurais para se defender. No Brasil, em 1917, Carlos Gracie, presenciou o japonês Mitsuyo Maeda lutando e ele passou a ensinar o garoto. Os Gracie se tornaram referência no esporte”. Ele é faixa preta no judô e marrom no jiu-jitsu, e atualmente está se recuperando de uma lesão, somente treinando. Esse ano Milton teve vitórias importantes e expressivas para ele como o vice-lugar no Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu realizado em São Paulo e ficou em terceiro no Campeonato Regional Sênior de Judô que aconteceu em São Carlos. “Mesmo com pouco tempo competindo tive a sorte de conseguir muitos títulos e medalhas. Há algumas que são muito valiosas para mim como essas duas últimas competições, o vice-lugar no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu fase final, e o São Paulo Open de Jiu-Jitsu onde competi na categoria master e fui campeão. Cada uma das vitórias veio devido a muita garra e dedicação”. Muito de sua inspiração vem da família que sempre o incentivou, especialmente os filhos, Milton da Costa Neto, Kauã Gabriel da Costa, Matheus Moraes da Costa e a caçula, Lana Gabriele da Costa. “Mas quero agradecer principalmente ao Sayão F.C. e a toda sua diretoria, em especial ao presidente Alex Zaniboni e ao Rodolfo Moraes. O Sayão está realizando um trabalho excelente de incentivo ao esporte, o que ajuda muito a nós que representamos o clube. Tenho certeza que sem isso não teria chegado até aqui. Minha família é muito importante em relação ao meu rendimento e também Virgílio Luperini da Farmácia Ararense”.
Dividindo seu tempo entre família, trabalho e os treinos, Milton tem planos de continuar a competir, mas sem nunca se esquecer que respeitar o adversário faz a diferença em todos os torneios. “Acredito em meu potencial, mas para mim Deus está acima de tudo, e não posso me esquecer de minha mãe Lana que sempre ora para que eu retorne sem lesões, minha esposa Edna que me acompanha de perto, meus irmãos, filhos e o meu sobrinho João que treinam comigo e são minha inspiração, e meus senseis, Sidnei Paris e Sidnei Paris Júnior que me treinam no judô e meu professor de Jiu-Jitsu, Evandro Fogali Japão. Agradeço a todos pelo incentivo e também aos meus parceiros de tatame, porque sozinho ninguém chega a lugar nenhum”.

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Milton da Costa Júnior

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