21 de junho é o Dia Nacional de Controle da Asma, saiba como evitar o agravamento da doença

Embora a dificuldade de respirar tenha se tornado um tema frequente por conta da pandemia da Covid-19, o sintoma já é vivenciado por mais de 20 milhões de brasileiros que convivem com a asma.

Conhecida popularmente como bronquite asmática ou bronquite alérgica, a doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Global Asthma Report, atinge 4,4% da população mundial.

A asma é classificada como inflamatória crônica por atacar os brônquios e acometer as vias áreas, dificultando a respiração, após o contato com fatores alérgicos genéticos ou desencadeantes, como poeira, ácaros e fumaça de cigarro, entre outros.

Caracterizada por sintomas como tosse seca, falta de ar, respiração rápida e curta e chiado ou desconforto torácico, a doença ainda sem cura requer tratamento e acompanhamento médico para evitar seu agravamento.

Os sintomas pioram à noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a mudanças climáticas.

Vários fatores ambientais e genéticos podem gerar ou agravar a asma. Entre os aspectos ambientais estão a exposição à poeira e barata, aos ácaros e fungos, às variações climáticas e infecções virais (especialmente o vírus sincicial respiratório e rinovírus, principais agentes causadores de pneumonia e resfriado, respectivamente). Para os fatores genéticos – característicos da própria pessoa -, destacam-se o histórico familiar de asma ou rinite e obesidade, tendo em vista que pessoas com sobrepeso têm mais facilidade de desencadear processos inflamatórios, como a asma.

A asma tem cura?

A asma não tem cura, mas com o tratamento adequado os sintomas podem melhorar e até mesmo desaparecer ao longo do tempo. Por isso é fundamental fazer acompanhamento médico correto e constante, a maioria das pessoas com asma pode levar uma vida absolutamente normal.

A asma pode matar?

Sim, a asma pode matar em casos extremos e raríssimos. Quando a crise está muito intensa e não é feito o tratamento correto, a asma pode levar à morte. Se a pessoa tiver alguma outra complicação clínica (problema de saúde), o corpo pode ficar ainda mais debilitado. No surgimento dos primeiros sintomas, procure um médico imediatamente.

Quais são as possíveis complicações da asma?

A asma pode desencadear uma série de processos que podem resultar em complicações, algumas graves.

As principais complicações da asma são:

Capacidade reduzida de se exercitar ou fazer outras atividades.

Insônia.

Alterações permanentes no funcionamento dos pulmões.

Tosse persistente.

Dificuldade para respirar, a tal ponto que precise de ajuda (ventilação).

Hospitalização e internação por ataques severos de asma.

Efeitos colaterais de medicações usadas para controlar a asma

Como é feito o tratamento da asma?

O objetivo do tratamento da asma é melhorar a qualidade de vida da pessoa, por meio do controle dos sintomas e pela melhora da função pulmonar. O tratamento medicamentoso é realizado junto com medidas educativas e de controle dos fatores que podem provocar a crise asmática.

A definição do tratamento é feita a partir dos sintomas, do histórico clínico e da avaliação funcional conforme cada caso. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise. A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.

Em todos os casos, é preciso reduzir a exposição aos fatores desencadeantes/agravantes da asma. A cada consulta, o paciente deve receber orientações para o autocuidado –  identificação precoce dos sintomas, como proceder em caso de crise, controle e monitoramento da asma -, e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.

O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece tratamento gratuito desde 2011 aos asmáticos por meio do Programa Farmácia Popular. Medicamentos como brometo de ipratrópio, dirpoprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol podem ser obtidos, gratuitamente, com a apresentação do CPF e da receita médica.

Tratamento não medicamentoso

A educação do paciente é parte fundamental da terapêutica da asma e deve integrar todas as fases do atendimento ambulatorial e hospitalar. Deve-se levar em conta aspectos culturais e abranger aspectos de conhecimento da doença, incluindo medidas para redução da exposição aos fatores desencadeantes e adoção de plano de autocuidado baseado na identificação precoce dos sintomas. A cada consulta, o paciente recebe orientações de autocuidado, plano escrito para exacerbações e reagendamento para nova consulta conforme a gravidade apresentada.

Tratamento medicamentoso

A base do tratamento da asma persistente é o uso de anti-inflamatório, sendo corticosteroides inalatórios os principais deles, associados a medicamentos de alívio com efeito broncodilatador. O ajuste da terapêutica visa o uso das menores doses necessárias para a obtenção do controle da doença, com isso reduzindo o potencial de efeitos adversos e os custos.

Como prevenir a asma?

A asma é uma inflamação dos brônquios sem uma causa aparente, mas é possível controlar as crises e até prevenir que elas aconteçam com algumas medidas simples.

Mantenha o ambiente limpo.

Evite acúmulo de sujeira ou poeira.

Tome sol. A vitamina D está relacionada a uma série de doenças do aparelho imunológico, como a asma.

Evite cheiros fortes.

Tome a vacina da gripe.

Não fume.

Se agasalhe, principalmente na época de frio.

Pratique atividades físicas regularmente.

Tenha alimentação saudável.

Beba bastante líquido (água).

Mantenha o peso ideal.

 

Fonte: Com informações do Ministério da Saúde e da Rede de Hospitais São Camilo

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