2021 marca o início da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável

Criada pela UNESCO com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância de sistemas costeiros-marinhos, a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, que vai de 2021 a 2030, visa ampliar a cooperação internacional em pesquisas relacionadas à preservação do Oceano e a seu desenvolvimento sustentável.

Em artigo recentemente publicado pela Fundação Grupo Boticário, Ronaldo Christofoletti, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro do Grupo Assessor de Comunicação para a Década do Oceano da UNESCO, salienta:

“Todos nós, em qualquer lugar do Brasil, temos uma relação com o oceano e nem sempre nos damos conta disso. Ele cobre mais de dois terços da superfície da Terra e é responsável por fornecer alimentos, energia, fármacos e minerais, assim como serviços econômicos e sociais aos seres vivos. Por meio das algas marinhas, produz mais da metade do oxigênio do planeta. Absorve grande parte dos gases do efeito estufa que são lançados diariamente na atmosfera, contribuindo para a regulação climática. Assim, a chuva, o clima e a temperatura que influencia são determinantes para diversas atividades, como a agropecuária. Dele dependem o comércio nacional e internacional, o turismo, a pesca, a aquicultura, entre outros”, destacou Christofoletti.

No mundo, o oceano contribui diretamente com cerca de US$ 1,5 trilhão para a economia, sendo que apenas o setor de alimentos gera em torno de 237 milhões de empregos. A carne de peixe responde por aproximadamente 17% do consumo de proteína animal. Em países menos desenvolvidos, esse número pode chegar a 50%. No entanto, se os peixes que essas populações consomem entram em contato com poluentes, eles se tornam potenciais problemas à saúde.

Para Chistofoletti, a nossa influência sobre o oceano começa em casa. “Todo o lixo que produzimos, quando não descartado corretamente, tem grandes chances de parar no mar, afetando ecossistemas e a biodiversidade. Um dos grandes problemas atuais são as ilhas de plástico – grandes massas continentais de resíduos descartados de forma irregular, que poluem e causam danos à vida marinha. Nesse sentido, a comunicação tem papel importante para sensibilizar as pessoas e engajá-las para que mudem seus hábitos”, completa.

 

Fonte: Fundação Grupo Boticário, Ronaldo

Imagem: Divulgação

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