13 de maio – Dia da Abolição da Escravatura: conheça mais sobre a data e as iniciativas em Araras

A Abolição da Escravatura foi o acontecimento histórico mais importante do Brasil após a Proclamação da Independência, em 1822. No dia 13 de maio de 1888, após seis dias de votações e debates no Congresso, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretava a libertação dos escravos no país.

A data representou uma grande conquista para os negros, porém a população negra ainda se encontrava em uma situação de extrema dificuldade, já que na época não tinham acesso à formas de garantir o próprio sustento e participarem ativamente da sociedade com direitos básicos como saúde, educação, igualdade de condições de trabalho e moradia. Além disso, o preconceito racial continuava presente e muito forte, enraizado na cultura brasileira que recebeu os negros trazidos da África já com a visão de povo escravizado.

A luta pelo reconhecimento do valor da cultura negra e pelo respeito e igualdade racial, contra o preconceito e pela inclusão das pessoas negras em todas as esferas da sociedade, inclusive em cargos representativos do poder público é de fundamental importância para que a comunidade negra tenha seu espaço e seus direitos de cidadão respeitados.

Em Araras há a atuação do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, composto por 22 membros, entre eles representantes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil, que desenvolvem um trabalho focado em promover e facilitar a aplicação de Leis e movimentos de apoio, proteção e inclusão das pessoas negras.

Além do Conselho, existe a Coordenadoria de Igualdade, dirigida pela Sinhá Cynthia Junqueira, que trabalha para divulgar a importância da cultura negra e a relevância da disseminação de informação sobre o Estatuto da Igualdade Racial, os cuidados com a saúde da população negra e o incentivo à inclusão cada vez maior dos negros no comércio, na indústria, nos cargos municipais, nas universidades, capacitando-os e garantindo-lhes os direitos igualitários.

Há ainda a participação ativa do Quilombo Anastácia, que entre muitas iniciativas promove trabalhos voltados a dar suporte à juventude negra em todas as suas necessidades.

Mais informações sobre o CMPDCN – Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, podem ser obtidas através do telefone (19) 3352-6614 e dos e-mails [email protected] e [email protected]

 

Foto: Marc Ferrez. Escravos na colheita de café em 1882, Vale do Paraíba, RJ.

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